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	<title>Keep Learning &#187; Empreendedorismo</title>
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	<description>Conhecimento nunca é o bastante</description>
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		<title>Comprometa-se consigo mesmo.</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Apr 2010 21:28:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Húngaro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma frase que ouço com frequência é: &#8220;não se comprometa com trabalho feito para outros, apenas com um negócio próprio&#8221;. Bom, tenho que dizer que isso é um perfeito discurso de perdedor. Primeiro porque, em geral, as pessoas que falam isso estão trabalhando para outras. Segundo porque elas não tem coragem para assumir riscos e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma frase que ouço com frequência é: &#8220;não se comprometa com trabalho feito para outros, apenas com um negócio próprio&#8221;. Bom, tenho que dizer que isso é um perfeito discurso de perdedor. Primeiro porque, em geral, as pessoas que falam isso estão trabalhando para outras. Segundo porque elas não tem coragem para assumir riscos e começar um negócio próprio.</p>
<p>Isso costuma ser trazido muito à tona em conversas com amigos e conhecidos pois prefiro trabalhar em startups em oposição à empresas grandes e tradicionais. De alguma forma, startups estão ligadas a profissionais mais comprometidos, o que nem sempre é verdade, e muitas usam esse &#8220;status&#8221; para exigir longas e estafantes jornadas de trabalho. Ninguém deve se comprometer com esse tipo de vida, seja a empresa uma startup ou não.</p>
<p>Não consigo me imaginar passando oito horas por dia fazendo algo com que eu não tenha comprometimento e não acredite que vai dar certo. E isso não é exclusivo à startups: esse tipo de atitude é necessária esteja você trabalhando em uma startup com mais três pessoas, em uma corporação gigantesca ou no seu próprio negócio.</p>
<p>Você iniciaria uma empresa para fazer algo em que não acredita? Penso que não. Então por que em um emprego &#8220;normal&#8221; isso seria diferente? Fazendo uma conta bem básica, são cento e sessenta horas por mês, durante trezentos e sessenta meses (equivalente a trinta anos), o que dá seis anos e meio continuamente fazendo algo que você não dá a mínima.</p>
<p>Enquanto você não inicia seu próprio empreendimento (talvez nunca), a solução é encarar o &#8220;trabalho para os outros&#8221; como seu empreendimento. Afinal, é isso mesmo o que ele é. O lucro (ou prejuízo) final pode não ficar na sua mão, mas o trabalho que você realizou e a sua satisfação com ele não dependem disso.</p>
<p>Se você não consegue enxergar isso como possível, é um ótimo sinal de que você deve parar de se lamentar e iniciar seu empreendimento. Comprometa-se consigo mesmo, independente do fato de, no momento, você ter um chefe ou ser o chefe.</p>
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		<title>Seu chefe é incompetente? A ciência explica!</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Sep 2009 19:28:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Húngaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[Pesquisas feitas na Universidade de Catania, na Itália, mostram que, quanto mais promoções, mais incompetente é o profissional. A pesquisa foi feita a partir do chamado Princípio de Peter, formulado pelo psicólogo canadense Laurence J. Peter, com a seguinte frase (original, em inglês): &#8220;Every new member in a hierarchical organization climbs the hierarchy until he/she [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pesquisas feitas na <a target="_blank" href="http://arxiv.org/abs/0907.0455">Universidade de Catania</a>, na Itália, mostram que, quanto mais promoções, mais incompetente é o profissional. A pesquisa foi feita a partir do chamado Princípio de Peter, formulado pelo psicólogo canadense Laurence J. Peter, com a seguinte frase (original, em inglês): &#8220;Every new member in a hierarchical organization climbs the hierarchy until he/she reaches his/her level of maximum incompetence&#8221;.</p>
<p>A explicação é simples: no sistema de promoção por mérito, pessoas muito boas em dada especialidade são promovidas para outras áreas, para as quais podem ser menos aptas (claro, isso só ocorre quando a promoção leva o profissional a uma área em que suas habilidades atuais não são fundamentais). Dessa forma, cair nas garras do Princípio de Peter torna-se inevitável, levando a empresa a uma perda geral de eficiência ao longo do tempo.</p>
<p>A solução, segundo os cientistas, é reservar 50% das promoções para os piores profissionais da empresa &#8211; a chance de que eles &#8220;se encontrem&#8221; nos cargos aos quais são promovidos é muito maior.</p>
<p>Que desenvolvedor de software nunca topou com esse tipo de problema? Aquele cara, ótimo desenvolvedor, acaba sendo promovido à gerente (e aceita, seja pela grana, pelo status ou por falta de opção) e é simplesmente um zero à esquerda na função. É claro que isso acontece em qualquer área, mas é nesta em que eu tenho experiência.</p>
<p>Podemos tirar duas lições disso:</p>
<ul>
<li>Se, por ser um ótimo desenvolvedor, você for agraciado com uma promoção para outra área, pense duas vezes antes de aceitar &#8211; isso pode significar o fim da sua carreira como profissional competente. Se a empresa não lhe der opção (é bem comum que só se consiga um aumento aceitando uma promoção-bomba dessas), procure outro lugar &#8211; quando você realmente é competente, escolhas não faltam. </li>
<li>Se você se tornar um empreendedor, primeiro busque ajuda especializada caso não se sinta à vontade com as tarefas necessárias nesse seu &#8220;novo cargo&#8221;. Você pode ser um ótimo designer com uma ótima ideia, mas isso não quer dizer que será um bom empresário. Além disso, pense bem na política de promoção que vai utilizar se a empresa for bem sucedida. Um exemplo: pode ser muito mais satisfatório recompensar os bons funcionários com melhorias salariais do que promovê-los a cargos para os quais eles não possuem aptidão.</li>
</ul>
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