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	<title>Keep Learning &#187; Desenvolvimento</title>
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	<description>Conhecimento nunca é o bastante</description>
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		<title>Compilando uma versão local do Rails Guides</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Mar 2012 03:48:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Húngaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Rails]]></category>
		<category><![CDATA[Tutoriais]]></category>

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		<description><![CDATA[Para compilar uma versão local do Rails Guides, você pode fazer o seguinte processo: 1) Descubra qual o seu &#8220;gem path&#8221;, o local onde suas gems estão instaladas. No meu caso, o Rails está instalado diretamente no sistema e não utilizo rvm ou rbenv. Para encontrar essa informação, utilizei o comando &#8220;gem env&#8221; diretamente no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para compilar uma versão local do Rails Guides, você pode fazer o seguinte processo:</p>
<p>1) Descubra qual o seu &#8220;gem path&#8221;, o local onde suas gems estão instaladas. No meu caso, o Rails está instalado diretamente no sistema e não utilizo rvm ou rbenv. Para encontrar essa informação, utilizei o comando &#8220;gem env&#8221; diretamente no terminal. Meu path é &#8220;/usr/local/lib/ruby/gems/1.9.1/gems/&#8221;.</p>
<p>2) Acesse o diretório da gem railties. Essa gem é como um &#8220;rails-core&#8221;, sendo o núcleo e o &#8220;hub&#8221; em que todas as outras gems que compõe o framework (e também extensões de terceiros) se registram para serem carregadas:</p>

<div class="wp_syntax"><div class="code"><pre class="bash" style="font-family:monospace;">lucashungaro<span style="color: #000000; font-weight: bold;">@</span>IronMan:<span style="color: #000000; font-weight: bold;">/</span>usr<span style="color: #000000; font-weight: bold;">/</span>local<span style="color: #000000; font-weight: bold;">/</span>lib<span style="color: #000000; font-weight: bold;">/</span>ruby<span style="color: #000000; font-weight: bold;">/</span>gems<span style="color: #000000; font-weight: bold;">/</span>1.9.1<span style="color: #000000; font-weight: bold;">/</span>gems
$ <span style="color: #7a0874; font-weight: bold;">cd</span> railties-3.2.2<span style="color: #000000; font-weight: bold;">/</span>guides
&nbsp;
lucashungaro<span style="color: #000000; font-weight: bold;">@</span>IronMan:<span style="color: #000000; font-weight: bold;">/</span>usr<span style="color: #000000; font-weight: bold;">/</span>local<span style="color: #000000; font-weight: bold;">/</span>lib<span style="color: #000000; font-weight: bold;">/</span>ruby<span style="color: #000000; font-weight: bold;">/</span>gems<span style="color: #000000; font-weight: bold;">/</span>1.9.1<span style="color: #000000; font-weight: bold;">/</span>gems<span style="color: #000000; font-weight: bold;">/</span>railties-3.2.2<span style="color: #000000; font-weight: bold;">/</span>guides <span style="color: #7a0874; font-weight: bold;">&#40;</span>master<span style="color: #7a0874; font-weight: bold;">&#41;</span>
$ gem <span style="color: #c20cb9; font-weight: bold;">install</span> RedCloth
&nbsp;
lucashungaro<span style="color: #000000; font-weight: bold;">@</span>IronMan:<span style="color: #000000; font-weight: bold;">/</span>usr<span style="color: #000000; font-weight: bold;">/</span>local<span style="color: #000000; font-weight: bold;">/</span>lib<span style="color: #000000; font-weight: bold;">/</span>ruby<span style="color: #000000; font-weight: bold;">/</span>gems<span style="color: #000000; font-weight: bold;">/</span>1.9.1<span style="color: #000000; font-weight: bold;">/</span>gems<span style="color: #000000; font-weight: bold;">/</span>railties-3.2.2<span style="color: #000000; font-weight: bold;">/</span>guides <span style="color: #7a0874; font-weight: bold;">&#40;</span>master<span style="color: #7a0874; font-weight: bold;">&#41;</span>
$ ruby rails_guides.rb
&nbsp;
lucashungaro<span style="color: #000000; font-weight: bold;">@</span>IronMan:<span style="color: #000000; font-weight: bold;">/</span>usr<span style="color: #000000; font-weight: bold;">/</span>local<span style="color: #000000; font-weight: bold;">/</span>lib<span style="color: #000000; font-weight: bold;">/</span>ruby<span style="color: #000000; font-weight: bold;">/</span>gems<span style="color: #000000; font-weight: bold;">/</span>1.9.1<span style="color: #000000; font-weight: bold;">/</span>gems<span style="color: #000000; font-weight: bold;">/</span>railties-3.2.2<span style="color: #000000; font-weight: bold;">/</span>guides <span style="color: #7a0874; font-weight: bold;">&#40;</span>master<span style="color: #7a0874; font-weight: bold;">&#41;</span>
$ <span style="color: #c20cb9; font-weight: bold;">mv</span> output ~<span style="color: #000000; font-weight: bold;">/</span>projects<span style="color: #000000; font-weight: bold;">/</span>documentation<span style="color: #000000; font-weight: bold;">/</span>rails_guides_3.2.2</pre></div></div>

<p>Isso irá compilar os guias no diretório local &#8220;output&#8221;, o qual movemos para uma localização mais familiar. Não encontrei uma forma de mudar o diretório com argumentos na linha de comando. Você pode fazer isso se chamar o gerador via código, no entanto. O script aceita outras opções via linha de comando, como a opção de gerar guias para o Edge Rails ou versão Kindle, entre outras.</p>
<p>3) Ao término do processo, teremos os guias compilados em HTML no diretório indicado. Para acessá-los você pode criar um bookmark em seu browser ou utilizar um SSB. Prefiro a segunda maneira e, para isso, utilizo o <a href="http://fluidapp.com/">Fluid</a> (para encontrar alguns ótimos ícones visite <a href="http://www.flickr.com/groups/fluid_icons/">esse grupo no Flickr</a>. Basta criar uma nova aplicação e apontar para o diretório em que geramos os guias, iniciando pelo arquivo index.html.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 500px"><a href="http://blog.lucashungaro.com/wp-content/uploads/2012/03/guides.png"><img src="http://blog.lucashungaro.com/wp-content/uploads/2012/03/guides.png" title="Rails Guides com Fluid" width="490" height="328" class="size-full" /></a><p class="wp-caption-text">Rails Guides com Fluid</p></div>
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		<title>Gems &#8220;locais&#8221;, irb e Bundler</title>
		<link>http://blog.lucashungaro.com/2011/07/23/gems-locais-irb-e-bundler/</link>
		<comments>http://blog.lucashungaro.com/2011/07/23/gems-locais-irb-e-bundler/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 23 Jul 2011 18:40:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Húngaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Ruby]]></category>

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		<description><![CDATA[Gosto de algumas gems como o wirble, que adicionam algumas funcionalidades ao irb (e, por consequência, ao console do Rails). O problema é que, em projetos que utilizam o Bundler, fica complicado adicionar esse tipo de gem ao Gemfile, pois elas não são realmente dependências do projeto e nem todos gostariam de utilizá-las. Como programadores [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gosto de algumas gems como o <a href="https://rubygems.org/gems/wirble">wirble</a>, que adicionam algumas funcionalidades ao irb (e, por consequência, ao console do Rails). O problema é que, em projetos que utilizam o Bundler, fica complicado adicionar esse tipo de gem ao Gemfile, pois elas não são realmente dependências do projeto e nem todos gostariam de utilizá-las.</p>
<p>Como programadores costumam ser bem radicais (ainda mais com essa mania de ser &#8220;opinionado&#8221;), isso sempre gera discussões e atritos. Eu já penso que é mais fácil simplesmente buscar uma solução, e eis aqui uma: <a href="https://gist.github.com/1096494">https://gist.github.com/1096494</a>.</p>
<p>Colocando esse snippet no seu arquivo .irbrc, ao abrir o irb (ou console do Rails), todas as gems do gemset global do RVM serão colocadas no load path, podendo assim serem requeridas na sequência. Eu não costumo usar gemsets por projeto (uso apenas o Bundler, da maneira explicada <a href="http://ryan.mcgeary.org/2011/02/09/vendor-everything-still-applies/">nesse post</a>), mas deixo o gemset global com algumas gems para esse fim. Meu arquivo .irbrc <a href="https://github.com/lucashungaro/dotfiles/blob/master/irbrc">está disponível no GitHub</a>.</p>
<p>Essa solução não é lá muito elegante, mas funciona muito bem para gems utilizadas no irb. Há algum tempo propus uma solução na lista do Bundler e recebi algumas sugestões, porém nenhuma me agradou (como, por exemplo, obrigar todo mundo que não quer as gems a usar a flag &#8211;without a cada bundle install). A discussão <a href="http://groups.google.com/group/ruby-bundler/browse_thread/thread/f05d8613fc434c37">pode ser vista aqui</a>. Até cheguei a fazer um fork do Bundler para implementar algum tipo de metadado para controlar isso, mas o código é bem complicado e acoplado, então deixei pra lá. <img src='http://blog.lucashungaro.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>SOLID Ruby: Liskov Substitution Principle e Interface Segregation Principle</title>
		<link>http://blog.lucashungaro.com/2011/05/18/solid-ruby-liskov-substitution-principle-e-interface-segregation-principle/</link>
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		<pubDate>Wed, 18 May 2011 22:38:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Húngaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Ruby]]></category>
		<category><![CDATA[Test-Driven Development]]></category>

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		<description><![CDATA[Para fechar os cinco princípios do SOLID, vamos falar sobre os dois princípios restantes: Liskov Substitution Principle (LSP) e Interface Segregation Principle (ISP). Como já foi falado anteriormente, esses princípios foram formulados com linguagens estáticas em mente e, por essa razão, precisam ser &#8220;adaptados&#8221; para que sejam aplicados em linguagens dinâmicas. Note que, em suas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para fechar os cinco princípios do SOLID, vamos falar sobre os dois princípios restantes: <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Liskov_substitution_principle">Liskov Substitution Principle</a> (LSP) e <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Interface_segregation_principle">Interface Segregation Principle</a> (ISP).</p>
<p>Como já foi falado anteriormente, esses princípios foram formulados com linguagens estáticas em mente e, por essa razão, precisam ser &#8220;adaptados&#8221; para que sejam aplicados em linguagens dinâmicas. Note que, em suas formas originais, esses princípios em geral recorrem a técnicas como herança para contornar as &#8220;amarras&#8221; do sistema estático de tipos.</p>
<p>No caso do LSP temos mais um exemplo disso. Em sua forma original ele é definido da seguinte forma:</p>
<blockquote><p>If for each object o1 of type S there is an object o2 of type T such that for all programs P defined in terms of T, the behavior of P is unchanged when o1 is substituted for o2, then S is a subtype of T.</p></blockquote>
<p>O que foi &#8220;traduzido&#8221; para o OOP da seguinte forma:</p>
<blockquote><p>Functions that use pointers or references to base classes must be able to use objects of derived classes without knowing it.</p></blockquote>
<p>Em Ruby isso não é muito problemático pois, como sabemos, não estamos presos à tipos. O importante, como já vimos com o OCP, é manter a mesma interface, de forma que se precisarmos modificar alguma entidade, as demais entidades que dela dependem não precisem ser modificadas.</p>
<p>Além da interface, também precisamos prestar atenção ao comportamento. Modificações no comportamento podem fazer com que clientes da entidade sofram consequências inesperadas.</p>
<p>Já o ISP é definido da seguinte forma:</p>
<blockquote><p>Clients should not be forced to depend upon interfaces that they do not use.</p></blockquote>
<p>Isso quer dizer que um cliente (entidade que depende de alguma outra) não deve depender de interfaces não utilizadas por ele pois, em caso de modificação nessa interface, mesmo que o cliente em questão não a utilize, também terá que ser modificado.</p>
<p>Em linguagens estáticas há uma série de técnicas e artifícios para atingir isso. Em Ruby, o Duck Typing nos entrega esse princípio &#8220;de graça&#8221;, já que cada entidade depende apenas da interface que utiliza, independente do restante (e de tipos). Apesar disso, devemos sempre buscar entidades com interfaces coesas e bem delimitadas, evitando que sejam muito extensas e genéricas (o SRP se aplica aqui também). Aplicar o design pattern <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Adapter_pattern">Adapter</a> é uma boa forma de respeitar isso.</p>
<p>Bem, é fácil perceber que os últimos três princípios discutidos (OCP, LSP e ISP) lidam diretamente com formas de garantir interfaces estáveis para atingirmos o nosso objetivo de evitar que mudanças no código gerem um &#8220;efeito dominó&#8221; e façam com que tenhamos que alterar várias partes do software.</p>
<p>Mas, já que não temos estruturas como Interfaces e classes abstratas para garantir que estamos respeitando a interface definida, como garantir a aplicação desses princípios? Bom, há algumas formas para fazer isso. Você pode &#8220;emular&#8221; uma interface da seguinte forma:</p>

<div class="wp_syntax"><div class="code"><pre class="ruby" style="font-family:monospace;"><span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">class</span> MyInterface
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">def</span> method_1
    <span style="color:#CC0066; font-weight:bold;">raise</span> <span style="color:#996600;">&quot;abstract method called&quot;</span>
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span>
&nbsp;
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">def</span> method_2
    <span style="color:#CC0066; font-weight:bold;">raise</span> <span style="color:#996600;">&quot;abstract method called&quot;</span>
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span>
&nbsp;
  <span style="color:#008000; font-style:italic;"># and so on...</span>
<span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span>
&nbsp;
<span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">class</span> MyClass <span style="color:#006600; font-weight:bold;">&lt;</span> MyInterface
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">def</span> method_1
    <span style="color:#008000; font-style:italic;"># do something</span>
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span>
&nbsp;
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">def</span> method_2
    <span style="color:#008000; font-style:italic;"># do something</span>
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span>
<span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span></pre></div></div>

<p>Obs: também pode ser feito através de módulos e mixins ao invés de herança.</p>
<p>Isso funciona, mas não é muito o estilo Ruby, certo? A maneira que prefiro fazer é através de specs. Sempre que vou criar um wrapper/adapter ou qualquer estrutura que precise de uma interface estável mesmo quando o código encapsulado for modificado, crio um grupo de &#8220;specs de interface&#8221; e uso ela para toda estrutura que precise implementar a mesma.</p>
<p>Por exemplo, poderíamos escrever um cliente para o Twitter e escrever nosso código de modo que a gem que consome a API do serviço possa ser trocada sem maiores consequências:</p>

<div class="wp_syntax"><div class="code"><pre class="ruby" style="font-family:monospace;">&nbsp;
<span style="color:#008000; font-style:italic;"># app/adapters/twitter_gem_adapter.rb</span>
<span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">class</span> TwitterGemAdapter
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">def</span> <span style="color:#0000FF; font-weight:bold;">self</span>.<span style="color:#9900CC;">timeline</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span>page=<span style="color:#006666;">1</span>, per_page=<span style="color:#006666;">5</span>, since_id = <span style="color:#0000FF; font-weight:bold;">nil</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span>
    options = <span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#123;</span>:page <span style="color:#006600; font-weight:bold;">=&gt;</span> page, <span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:count</span> <span style="color:#006600; font-weight:bold;">=&gt;</span> per_page<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#125;</span>
    options<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#91;</span><span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:since_id</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#93;</span> = since_id <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">if</span> since_id
&nbsp;
    Twitter.<span style="color:#9900CC;">home_timeline</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span>options<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span>
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span>
&nbsp;
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">def</span> <span style="color:#0000FF; font-weight:bold;">self</span>.<span style="color:#9900CC;">update</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span>text<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span>
    Twitter.<span style="color:#9900CC;">update</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span>text<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span>
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span>
&nbsp;
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">def</span> <span style="color:#0000FF; font-weight:bold;">self</span>.<span style="color:#9900CC;">reply</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span>in_reply_to_status_id, text<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span>
    Twitter.<span style="color:#9900CC;">update</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span>text, <span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:in_reply_to_status_id</span> <span style="color:#006600; font-weight:bold;">=&gt;</span> in_reply_to_status_id<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span>
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span>
&nbsp;
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">def</span> <span style="color:#0000FF; font-weight:bold;">self</span>.<span style="color:#9900CC;">retweet</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span>tweet_id<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span>
    Twitter.<span style="color:#9900CC;">retweet</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span>tweet_id<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span>
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span>
&nbsp;
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">def</span> <span style="color:#0000FF; font-weight:bold;">self</span>.<span style="color:#9900CC;">favorite</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span>tweet_id<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span>
    Twitter.<span style="color:#9900CC;">favorite_create</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span>tweet_id<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span>
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span>
<span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span>
&nbsp;
<span style="color:#008000; font-style:italic;"># spec/support/shared_examples/twitter_adapter_examples.rb</span>
<span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">module</span> TwitterAdapterExamples
  shared_examples_for <span style="color:#996600;">&quot;any adapter for a twitter api gem&quot;</span> <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">do</span>
    it <span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#123;</span> should respond_to<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span><span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:timeline</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#125;</span>
    it <span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#123;</span> should respond_to<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span><span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:update</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#125;</span>
    it <span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#123;</span> should respond_to<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span><span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:reply</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#125;</span>
    it <span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#123;</span> should respond_to<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span><span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:retweet</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#125;</span>
    it <span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#123;</span> should respond_to<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span><span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:favorite</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#125;</span>
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span>
<span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span>
&nbsp;
<span style="color:#008000; font-style:italic;"># spec/adapters/twitter_gem_adapter_spec.rb</span>
describe TwitterGemAdapter <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">do</span>
  context <span style="color:#996600;">&quot;API contract&quot;</span> <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">do</span>
    subject <span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#123;</span> TwitterGemAdapter <span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#125;</span>
&nbsp;
    it_behaves_like <span style="color:#996600;">&quot;any adapter for a twitter api gem&quot;</span>
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span>
&nbsp;
  <span style="color:#008000; font-style:italic;"># other specs ...</span>
<span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span></pre></div></div>

<p>Aqui utilizamos a feature de &#8220;exemplos compartilhados&#8221; do RSpec, mas isso pode ser feito facilmente em outros frameworks. O importante é que, através dessas specs, garantimos que qualquer adapter implemente a mesma interface. Nesse caso cuidamos apenas disso, mas qualquer comportamento comum também pode ser especificado da mesma forma.</p>
<p>Material recomendado:</p>
<ul>
<li><a href="http://blog.objectmentor.com/articles/2008/09/06/the-liskov-substitution-principle-for-duck-typed-languages">The Liskov Substitution Principle for &#8220;Duck-Typed&#8221; Languages</a></li>
<li><a href="http://confreaks.net/videos/185-rubyconf2009-solid-ruby">SOLID Ruby, by Jim Weirich &#8211; RubyConf 2009</a></li>
<li><a href="http://confreaks.net/videos/240-goruco2009-solid-object-oriented-design">SOLID Object-Oriented Design, by Sandi Metz, GoRuCo 2009</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.lucashungaro.com/2011/05/18/solid-ruby-liskov-substitution-principle-e-interface-segregation-principle/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>SOLID Ruby: Open-Closed Principle</title>
		<link>http://blog.lucashungaro.com/2011/05/11/solid-ruby-open-closed-principle/</link>
		<comments>http://blog.lucashungaro.com/2011/05/11/solid-ruby-open-closed-principle/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 11 May 2011 17:43:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Húngaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Ruby]]></category>

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		<description><![CDATA[Muitos dos princípios da programação orientada a objetos foram criados com linguagens estáticas em mente. Esse é o caso do Open-Closed Principle, enunciado da seguinte maneira: Software entities (classes, modules, functions, etc) should be open for extension, but closed for modification. Originalmente, a ideia é que, uma fez finalizada, uma entidade só poderia ser modificada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muitos dos princípios da programação orientada a objetos foram criados com linguagens estáticas em mente. Esse é o caso do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Open/closed_principle">Open-Closed Principle</a>, enunciado da seguinte maneira:</p>
<blockquote><p>Software entities (classes, modules, functions, etc) should be open for extension, but closed for modification.</p></blockquote>
<p>Originalmente, a ideia é que, uma fez finalizada, uma entidade só poderia ser modificada para correções. Qualquer nova &#8220;feature&#8221; deveria ser implementada em uma nova entidade, que aproveitaria o código da primeira principalmente através de herança. Isso resulta em reaproveitamento da implementação, mas não garante a consistência da interface.</p>
<p>Um pouco depois, com a introdução e popularização de classes abstratas e recursos de linguagem como Interfaces, o princípio evoluiu e passou a ser aplicado em conjunto com o DIP, fazendo com que o código sempre dependesse de interfaces ao invés de implementações. Com isso, era possível reaproveitar uma interface (closed) e modificar a implementação (open).</p>
<p>Mas e nas linguagens como Ruby, em que abrir uma classe é tão simples como definí-la e pode ser feito a qualquer momento? Será que esse princípio se aplica? Isso sempre é tema de muita discussão e aqui vai minha visão sobre isso.</p>
<p>Bem, com Ruby temos algumas formas de modificar uma classe, como herança, mixins, reabrir a classe ou usar metaprogramação. Perceba que, exceto pela herança, as outras maneiras infringem a ideia original do princípio. Mas, como já vimos, o próprio princípio evoluiu para abraçar mudanças nas linguagens e paradigmas. </p>
<p>O importante, principalmente em linguagens com Duck Typing (que, como já vimos, não dão a mínima para tipos), é que a interface seja fechada. Não importa o modo que você escolher para fazer as modificações, desde que a &#8220;superfície de contato&#8221; entre as entidades permaneça estável.</p>
<p>No exemplo do post anterior poderíamos modificar as classes que passamos como dependências via parâmetro e utilizá-las sem problemas, desde que a interface permanecesse a mesma. Uma vantagem adicional da tipagem dinâmica é que nesse caso podemos utilizar também herança (modificando o &#8220;tipo&#8221;) sem precisar modificar o código cliente, que só se importa com a interface.</p>
<p>Dessa forma, podemos modificar um pouco o enunciado do OCP para adaptá-lo à nossa linguagem preferida:</p>
<blockquote><p>Software entities (classes, modules, functions, etc) should be open for extension, but closed for interface modification.</p></blockquote>
<p>Recomendo esse vídeo-podcast sobre o assunto: <a href="http://www.heartmindcode.com/blog/2011/03/monkeypatching-and-the-open-closed-principle/">Monkeypatching and the Open-Closed Principle</a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>SOLID Ruby: Dependency Inversion Principle</title>
		<link>http://blog.lucashungaro.com/2011/05/09/solid-ruby-dependency-inversion-principle/</link>
		<comments>http://blog.lucashungaro.com/2011/05/09/solid-ruby-dependency-inversion-principle/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 10 May 2011 02:57:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Húngaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Ruby]]></category>
		<category><![CDATA[Test-Driven Development]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.lucashungaro.com/?p=410</guid>
		<description><![CDATA[Continuando os artigos sobre SOLID, vamos falar um pouco sobre o Dependency Inversion Principle. Em resumo, esse princípio diz que os componentes devem depender de abstrações ao invés de implementações. Bom, isso faz muito sentido em linguagens estáticas como Java, onde há estruturas como Interfaces, classes abstratas e outras parafernalhas. No final, na minha modesta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Continuando os artigos sobre SOLID, vamos falar um pouco sobre o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Dependency_inversion_principle">Dependency Inversion Principle</a>. Em resumo, esse princípio diz que os componentes devem depender de abstrações ao invés de implementações.</p>
<p>Bom, isso faz muito sentido em linguagens estáticas como Java, onde há estruturas como Interfaces, classes abstratas e outras parafernalhas. No final, na minha modesta opinião, o código torna-se um espetáculo bizarro de indireção e pode mais confundir do que ajudar se você não for cuidadoso. Mas e nas linguagens dinâmicas?</p>
<p>É comum ouvir que, quando você utiliza uma linguagem que contém Duck Typing (a característica que mais gosto no Ruby), você obtém os benefícios do DIP &#8220;de graça&#8221;. Isso não é bem verdade. Você os obtém de graça somente se <em>pedir com jeitinho</em>. <img src='http://blog.lucashungaro.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>O que quero dizer com isso?</p>
<p>Vamos ao exemplo do artigo anterior em sua última versão:</p>

<div class="wp_syntax"><div class="code"><pre class="ruby" style="font-family:monospace;"><span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">class</span> Game <span style="color:#006600; font-weight:bold;">&lt;</span> <span style="color:#6666ff; font-weight:bold;">ActiveRecord::Base</span>
  belongs_to <span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:category</span>
  validates_presence_of <span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:title</span>, <span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:category_id</span>, <span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:description</span>,
                        <span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:price</span>, <span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:platform</span>, <span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:year</span>
<span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span>
&nbsp;
<span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">class</span> GamePriceService
  attr_accessor <span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:game</span>
&nbsp;
  <span style="color:#008000; font-style:italic;"># we could use a config file</span>
  BASE_URL = <span style="color:#996600;">&quot;http://thegamedatabase.com/api/game&quot;</span>
  API_KEY = <span style="color:#996600;">&quot;ek2o1je&quot;</span>
&nbsp;
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">def</span> initialize<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span>game<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span>
    <span style="color:#0000FF; font-weight:bold;">self</span>.<span style="color:#9900CC;">game</span> = game
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span>
&nbsp;
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">def</span> get_price
    data = <span style="color:#CC0066; font-weight:bold;">open</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span><span style="color:#996600;">&quot;#{BASE_URL}/#{game.name}/price?api_key=#{API_KEY}&quot;</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span>
    JsonParserLib.<span style="color:#9900CC;">parse</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span>data<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span>
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span>
<span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span>
&nbsp;
<span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">class</span> GamePrinter
  attr_accessor <span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:game</span>
&nbsp;
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">def</span> initialize<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span>game<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span>
    <span style="color:#0000FF; font-weight:bold;">self</span>.<span style="color:#9900CC;">game</span> = game
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span>
&nbsp;
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">def</span> <span style="color:#CC0066; font-weight:bold;">print</span>
    price_service = GamePriceService.<span style="color:#9900CC;">new</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span>game<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span>
    <span style="color:#006600; font-weight:bold;">&lt;&lt;-</span>EOF
      <span style="color:#008000; font-style:italic;">#{game.name}, #{game.platform}, #{game.year} </span>
      current value is <span style="color:#008000; font-style:italic;">#{price_service.get_price[:value]}</span>
    EOF
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span>
<span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span></pre></div></div>

<p>Esse código possui algumas <strong>dependências rígidas</strong>. Chamamos as classes GamePriceService e JsonParserLib explicitamente dentro de GamePrinter#print e GamePriceService#get_price, respectivamente. Note que, apesar do Duck Typing nos permitir utilizar componentes com uma determinada interface independente de tipo, fizemos com que nossas classes fiquem amarradas à alguns tipos através dessas dependências.</p>
<p>Uma forma de se aproveitar dos benefícios do Duck Typing e, assim, conseguir &#8220;de graça&#8221; as vantagens do DIP, é tornar nossas dependências transparentes. Enquanto linguagens estáticas costumam se utilizar (embora isso não seja obrigatório) de complexas bibliotecas de injeção de dependência para fazer isso (ah, meus tempos de Java e Spring <img src='http://blog.lucashungaro.com/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> ), em Ruby isso é tão simples quanto passar um parâmetro:</p>

<div class="wp_syntax"><div class="code"><pre class="ruby" style="font-family:monospace;"><span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">class</span> Game <span style="color:#006600; font-weight:bold;">&lt;</span> <span style="color:#6666ff; font-weight:bold;">ActiveRecord::Base</span>
  belongs_to <span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:category</span>
  validates_presence_of <span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:title</span>, <span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:category_id</span>, <span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:description</span>,
                        <span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:price</span>, <span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:platform</span>, <span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:year</span>
<span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span>
&nbsp;
<span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">class</span> GamePriceService
  attr_accessor <span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:game</span>, <span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:json_parser</span>
&nbsp;
  <span style="color:#008000; font-style:italic;"># we could use a config file</span>
  BASE_URL = <span style="color:#996600;">&quot;http://thegamedatabase.com/api/game&quot;</span>
  API_KEY = <span style="color:#996600;">&quot;ek2o1je&quot;</span>
&nbsp;
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">def</span> initialize<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span>game, json_parser = JsonParserLib<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span>
    <span style="color:#0000FF; font-weight:bold;">self</span>.<span style="color:#9900CC;">game</span> = game
    <span style="color:#0000FF; font-weight:bold;">self</span>.<span style="color:#9900CC;">json_parser</span> = json_parser
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span>
&nbsp;
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">def</span> get_price
    data = <span style="color:#CC0066; font-weight:bold;">open</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span><span style="color:#996600;">&quot;#{BASE_URL}/#{game.name}/price?api_key=#{API_KEY}&quot;</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span>
    json_parser.<span style="color:#9900CC;">parse</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span>data<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span>
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span>
<span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span>
&nbsp;
<span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">class</span> GamePrinter
  attr_accessor <span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:game</span>, <span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:game_webservice</span>
&nbsp;
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">def</span> initialize<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span>game, game_webservice = GamePriceService<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span>
    <span style="color:#0000FF; font-weight:bold;">self</span>.<span style="color:#9900CC;">game</span> = game
    <span style="color:#0000FF; font-weight:bold;">self</span>.<span style="color:#9900CC;">game_webservice</span> = game_webservice
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span>
&nbsp;
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">def</span> <span style="color:#CC0066; font-weight:bold;">print</span>
    price_service = game_webservice.<span style="color:#9900CC;">new</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span>game<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span>
    <span style="color:#006600; font-weight:bold;">&lt;&lt;-</span>EOF
      <span style="color:#008000; font-style:italic;">#{game.name}, #{game.platform}, #{game.year} </span>
      current value is <span style="color:#008000; font-style:italic;">#{price_service.get_price[:value]}</span>
    EOF
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span>
<span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span>
&nbsp;
<span style="color:#008000; font-style:italic;"># Usage example:</span>
game = Game.<span style="color:#9900CC;">new</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span>some_game_data<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span>
webservice = GamePriceService.<span style="color:#9900CC;">new</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span>game<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span>
game.<span style="color:#9900CC;">price</span> = webservice.<span style="color:#9900CC;">get_price</span>
&nbsp;
GamePrinter.<span style="color:#9900CC;">new</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span>game<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span>.<span style="color:#CC0066; font-weight:bold;">print</span></pre></div></div>

<p>Aqui escolhemos passar essas dependências através dos construtores das classes. Dessa forma, ficamos livres da dependência de tipo e passamos a depender apenas de uma interface. Basta que a classe passada no construtor responda aos métodos que utilizamos e não teremos problema. Outra forma seria passar as dependências apenas para os métodos que as utilizam:</p>

<div class="wp_syntax"><div class="code"><pre class="ruby" style="font-family:monospace;"><span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">class</span> Game <span style="color:#006600; font-weight:bold;">&lt;</span> <span style="color:#6666ff; font-weight:bold;">ActiveRecord::Base</span>
  belongs_to <span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:category</span>
  validates_presence_of <span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:title</span>, <span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:category_id</span>, <span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:description</span>,
                        <span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:price</span>, <span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:platform</span>, <span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:year</span>
<span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span>
&nbsp;
<span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">class</span> GamePriceService
  attr_accessor <span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:game</span>
&nbsp;
  <span style="color:#008000; font-style:italic;"># we could use a config file</span>
  BASE_URL = <span style="color:#996600;">&quot;http://thegamedatabase.com/api/game&quot;</span>
  API_KEY = <span style="color:#996600;">&quot;ek2o1je&quot;</span>
&nbsp;
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">def</span> initialize<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span>game<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span>
    <span style="color:#0000FF; font-weight:bold;">self</span>.<span style="color:#9900CC;">game</span> = game
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span>
&nbsp;
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">def</span> get_price<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span>json_parser = JsonParserLib<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span>
    data = <span style="color:#CC0066; font-weight:bold;">open</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span><span style="color:#996600;">&quot;#{BASE_URL}/#{game.name}/price?api_key=#{API_KEY}&quot;</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span>
    json_parser.<span style="color:#9900CC;">parse</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span>data<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span>
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span>
<span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span>
&nbsp;
<span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">class</span> GamePrinter
  attr_accessor <span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:game</span>
&nbsp;
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">def</span> initialize<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span>game<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span>
    <span style="color:#0000FF; font-weight:bold;">self</span>.<span style="color:#9900CC;">game</span> = game
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span>
&nbsp;
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">def</span> <span style="color:#CC0066; font-weight:bold;">print</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span>game_webservice = GamePriceService<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span>
    price_service = game_webservice.<span style="color:#9900CC;">new</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span>game<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span>
    <span style="color:#006600; font-weight:bold;">&lt;&lt;-</span>EOF
      <span style="color:#008000; font-style:italic;">#{game.name}, #{game.platform}, #{game.year} </span>
      current value is <span style="color:#008000; font-style:italic;">#{price_service.get_price[:value]}</span>
    EOF
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span>
<span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span>
&nbsp;
<span style="color:#008000; font-style:italic;"># Usage example:</span>
game = Game.<span style="color:#9900CC;">new</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span>some_game_data<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span>
webservice = GamePriceService.<span style="color:#9900CC;">new</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span>game<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span>
game.<span style="color:#9900CC;">price</span> = webservice.<span style="color:#9900CC;">get_price</span>
&nbsp;
GamePrinter.<span style="color:#9900CC;">new</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span>game<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span>.<span style="color:#CC0066; font-weight:bold;">print</span></pre></div></div>

<p>É uma maneira melhor para evitarmos construtores muito complexos quando esse for o caso. Uma vantagem adicional é obtida através da utilização de valores padrão para os parâmetros. Desta forma, a não ser que queiramos utilizar alguma dependência não-padrão, as dependências ficam totalmente transparentes.</p>
<p>Mais uma vantagem é no momento de escrever testes. Passando dependências dessa maneira, é muito fácil criar objetos dublês e utilizá-los para facilitar o processo (tornar a execução mais rápida, evitar o uso de webservices reais etc). Um exemplos simples e eficiente pode ser <a href="http://www.slideshare.net/lucashungaro/ruby-confbr">visto aqui</a>. (slides 34, 35 e 36)</p>
<p>Em geral, se você não conseguir substituir uma dependência por um dublê em suas especificações, seu código está muito rígido e pode se beneficiar da aplicação desse princípio.</p>
<p>Leitura adicional:</p>
<p>  <a href="http://patmaddox.com/blog/2008/1/27/make-your-dependencies-translucent-with-default-parameters.html">Make Your Dependencies Translucent with Default Parameters</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.lucashungaro.com/2011/05/09/solid-ruby-dependency-inversion-principle/feed/</wfw:commentRss>
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		<item>
		<title>SOLID Ruby: Single Responsibility Principle</title>
		<link>http://blog.lucashungaro.com/2011/05/04/solid-ruby-single-responsibility-principle/</link>
		<comments>http://blog.lucashungaro.com/2011/05/04/solid-ruby-single-responsibility-principle/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 04 May 2011 05:34:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Húngaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Rails]]></category>
		<category><![CDATA[Ruby]]></category>

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		<description><![CDATA[Utilizamos BDD e técnicas do programação orientada a objetos não apenas para obter código mais limpo e bonito. Na verdade, essas são consequências do principal objetivo: criar código que tenha baixo custo de manutenção, isto é, não demande muito tempo e pessoas para correções e melhorias. Um conjunto de técnicas que podemos utilizar para atingir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Utilizamos BDD e técnicas do programação orientada a objetos não apenas para obter código mais limpo e bonito. Na verdade, essas são consequências do principal objetivo: criar código que tenha baixo custo de manutenção, isto é, não demande muito tempo e pessoas para correções e melhorias.</p>
<p>Um conjunto de técnicas que podemos utilizar para atingir esse objetivo é chamada de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Solid_(object-oriented_design)">SOLID</a>, um acrônimo que representa cinco técnicas:</p>
<ul>
<li>Single Responsibility Principle</li>
<li>Open-Closed Principle</li>
<li>Liskov Substitution Principle</li>
<li>Interface Segregation Principle</li>
<li>Dependency Inversion Principle</li>
</ul>
<p>O objetivo desses princípios é fazer com que alterações necessárias sejam feitas no menor número possível de locais no código. Em outras palavras, é diminuir o custo dessas mudanças através de um design que reduz os efeitos colaterais das modificações.</p>
<p>Nesse artigo vou mostrar um pouco sobre a aplicação do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Single_responsibility_principle">Single Responsibility Principle</a> em Ruby.</p>
<p>Esse princípio nos diz que uma classe deve ter apenas uma responsabilidade e deve executá-la por completo (não devem haver outras classes que executem partes dela). É uma forma de conseguir alta <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cohesion_(computer_science)">coesão</a>, uma qualidade desejável em código orientado a objetos. Uma classe coesa executa completamente uma responsabilidade, ou seja, essa responsabilidade não fica fragmentada e espalhada entre diferentes entidades no domínio.</p>
<p>Uma forma de pensar sobre o que é uma responsabilidade para facilitar a absorção do conceito é que esta representa <em>uma razão para mudar</em>. Então podemos definir o princípio como: uma classe tem uma e apenas uma razão para mudar.</p>
<p>Vamos a um exemplo de um modelo ActiveRecord que viola esse princípio (alerta para pseudo-código que nem deve funcionar, é apenas um exemplo):</p>

<div class="wp_syntax"><div class="code"><pre class="ruby" style="font-family:monospace;"><span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">class</span> Game <span style="color:#006600; font-weight:bold;">&lt;</span> <span style="color:#6666ff; font-weight:bold;">ActiveRecord::Base</span>
  belongs_to <span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:category</span>
  validates_presence_of <span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:title</span>, <span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:category_id</span>, <span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:description</span>,
                        <span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:price</span>, <span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:platform</span>, <span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:year</span>
&nbsp;
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">def</span> get_official_price
    <span style="color:#CC0066; font-weight:bold;">open</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span><span style="color:#996600;">&quot;http://thegamedatabase.com/api/game/#{name}/price?api_key=ek2o1je&quot;</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span>
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span>
&nbsp;
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">def</span> <span style="color:#CC0066; font-weight:bold;">print</span>
    <span style="color:#006600; font-weight:bold;">&lt;&lt;-</span>EOF
      <span style="color:#008000; font-style:italic;">#{name}, #{platform}, #{year} </span>
      current value is <span style="color:#008000; font-style:italic;">#{get_official_price}</span>
    EOF
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span>
<span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span></pre></div></div>

<p>Esse modelo tem como sua responsabilidade principal cuidar da lógica de negócio ligada à entidade Game. Porém, como podemos ver aqui, ele também está responsável por consultar um webservice para obter a cotação do jogo e por formatar sua exibição. Essa implementação possui baixa coesão pois essa classe possui mais de um motivo para mudar. Ela será alterada se os requisitos de validação de dados mudarem, se algum detalhe da chamada do webservice mudar ou se precisarmos exibir seus dados numa formatação diferente.</p>
<p>Uma forma de resolver isso seria desmembrar essa classe tendo esse resultado:</p>

<div class="wp_syntax"><div class="code"><pre class="ruby" style="font-family:monospace;"><span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">class</span> Game <span style="color:#006600; font-weight:bold;">&lt;</span> <span style="color:#6666ff; font-weight:bold;">ActiveRecord::Base</span>
  belongs_to <span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:category</span>
  validates_presence_of <span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:title</span>, <span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:category_id</span>, <span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:description</span>,
                        <span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:price</span>, <span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:platform</span>, <span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:year</span>
<span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span>
&nbsp;
<span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">class</span> GamePriceService
  attr_accessor <span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:game</span>
&nbsp;
  <span style="color:#008000; font-style:italic;"># we could use a config file</span>
  BASE_URL = <span style="color:#996600;">&quot;http://thegamedatabase.com/api/game&quot;</span>
  API_KEY = <span style="color:#996600;">&quot;ek2o1je&quot;</span>
&nbsp;
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">def</span> initialize<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span>game<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span>
    <span style="color:#0000FF; font-weight:bold;">self</span>.<span style="color:#9900CC;">game</span> = game
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span>
&nbsp;
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">def</span> get_price
    data = <span style="color:#CC0066; font-weight:bold;">open</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span><span style="color:#996600;">&quot;#{BASE_URL}/#{game.name}/price?api_key=#{API_KEY}&quot;</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span>
    JsonParserLib.<span style="color:#9900CC;">parse</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span>data<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span>
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span>
<span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span>
&nbsp;
<span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">class</span> GamePrinter
  attr_accessor <span style="color:#ff3333; font-weight:bold;">:game</span>
&nbsp;
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">def</span> initialize<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span>game<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span>
    <span style="color:#0000FF; font-weight:bold;">self</span>.<span style="color:#9900CC;">game</span> = game
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span>
&nbsp;
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">def</span> <span style="color:#CC0066; font-weight:bold;">print</span>
    price_service = GamePriceService.<span style="color:#9900CC;">new</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span>game<span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span>
    <span style="color:#006600; font-weight:bold;">&lt;&lt;-</span>EOF
      <span style="color:#008000; font-style:italic;">#{game.name}, #{game.platform}, #{game.year} </span>
      current value is <span style="color:#008000; font-style:italic;">#{price_service.get_price[:value]}</span>
    EOF
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span>
<span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span></pre></div></div>

<p>Assim aumentamos bastante a coesão de nosso sofware. Cada classe possui apenas uma razão para mudar e atende ao SRP.</p>
<p>Um exemplo mais real pode ser visto no modelo <a href="https://github.com/spree/spree/blob/master/core/app/models/creditcard.rb">Creditcard</a> do <a href="http://spreecommerce.com/">Spree</a>. Note que, entre outras coisas, o modelo também é responsável pelos processos de compra e autorização do cartão (métodos purchase e authorize). Note como esse métodos implementam parte do processo e delegam outras partes para outros componentes quando a responsabilidade deveria ser 100% realizada em outra parte. Isso cria baixa coesão (múltiplas responsabilidades por classe) e alto acoplamento (uma responsabilidade dividida por várias classes interdependentes).</p>
<p>Como um exercício a parte podemos pensar sobre até que ponto modelos do ActiveRecord quebram o SRP por serem responsáveis por persistência e lógica de negócios (que inclui validação de dados). Há muitos desenvolvedores dos dois lados nessa questão. Acredito que há pequenas violações mas de uma forma não prejudicial, já que a persistência é implementada por uma classe especializada e apenas herdada em nossos modelos, de forma que essa é delegada ao framework (que cuida de possíveis modificações necessárias à persistência).</p>
<p>É preciso ter em mente que ser muito extremista com esses princípios também pode levar à problemas e a um excesso de preciosismo que torna-se prejudicial.</p>
<p>Bom, a partir daqui vamos para outros artigos onde serão explorados os outros princípios. O pseudo-código utilizado no exemplo acima ainda tem algumas coisas a ganhar através da aplicação de outros princípios.</p>
<p>Leitura recomendada:</p>
<ul>
<li><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cohesion_(computer_science)">Cohesion</a></li>
<li><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Coupling_(computer_science)">Coupling</a></li>
<li><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Separation_of_concerns">Separation of concerns</a></li>
</ul>
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		</item>
		<item>
		<title>[Rant] Menos guerrinhas. Mais princípios</title>
		<link>http://blog.lucashungaro.com/2011/04/29/rant-menos-guerrinhas-mais-principios/</link>
		<comments>http://blog.lucashungaro.com/2011/04/29/rant-menos-guerrinhas-mais-principios/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 29 Apr 2011 16:51:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Húngaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[Aviso: o post não é lá a coisa mais coesa do mundo mas, bem, é um rant, então estou despejando pensamentos aqui. É algo muito bom que cada desenvolvedor possua sua &#8220;stack&#8221; preferida de ferramentas. O apreço por esse conjunto leva à dedicação e ao domínio do mesmo. Entre nós, que orgulhosamente nos categorizamos como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Aviso</strong>: o post não é lá a coisa mais coesa do mundo mas, bem, é um rant, então estou despejando pensamentos aqui. <img src='http://blog.lucashungaro.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>É algo muito bom que cada desenvolvedor possua sua &#8220;stack&#8221; preferida de ferramentas. O apreço por esse conjunto leva à dedicação e ao domínio do mesmo. </p>
<p>Entre nós, que orgulhosamente nos categorizamos como &#8220;trabalhadores do conhecimento&#8221;, creio que, apesar desse apreço à priori não causar prejuízo, trocar de conjunto de ferramentas deveria ser muito fácil (e uma habilidade desejável) já que o que importa é a transformação do conhecimento da forma bruta (dados) à forma desejada (informação), independente do que foi utilizado para isso. É claro que há sempre a curva de aprendizado numa troca dessas: uma nova linguagem, nova DSL/API etc, mas os fundamentos e princípios se mantém.</p>
<p>Nerds, assim como toda pessoa imersa numa sociedade consumista, se definem pelo que consomem e utilizam. Isso é algo bem comum atualmente e vai desde roupas até computadores, editores de texto, smartphones e, pasmem, à p**** da biblioteca que o cara usa pra fazer parsing de XML. Algo que tornou-se muito comum, principalmente com a facilidade que existe para que cada um publique seus pensamentos (blogs, Twitter e afins), é que ocorram &#8220;guerras&#8221; sobre esse tipo de coisa, já que, em nossa mente, criticar uma coisa que consumo é praticamente criticar a mim e meu modo de viver.</p>
<p>Entre desenvolvedores isso é bem visível. Além das guerrinhas entre comunidades (.NET x Java, Ruby x Python etc) há também as guerras intra-comunidade, em que escolhas de ferramentas são motivo para disputas de ego intermináveis. O cenário, em geral, mostra uma galera que gosta da ferramenta X e acha que, por isso, a ferramenta Y é uma merda inútil e o pessoal que gosta da ferramenta Y achando o mesmo da ferramenta X.</p>
<p>Passemos a um exemplo num contexto diferente para que pré-disposições não afetem nossas conclusões. Imagine que Gordon Ramsay irá a sua casa para fazer o jantar. Ele não vai levar as facas, panelas e demais utensílios que usa em seu dia-a-dia. Vai utilizar apenas o que tem em sua casa. Dias depois você irá a casa dele e utilizará todos os utensílios profissionais à disposição. Bom, a não ser que você seja um anônimo chef de primeira categoria, sabemos quem irá preparar o melhor jantar, não? (sem piadinhas hein! <img src='http://blog.lucashungaro.com/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> )</p>
<p>Mais um. Quem será que toca melhor: Steve Vai com uma guitarra Giannini de 500 reais ou você com as guitarras ultra-caras dele?</p>
<p>Onde está o conhecimento? Na ferramenta ou no profissional?</p>
<p>Algo bizarro que acontece é ver pessoas que deveriam ter bons conhecimentos sobre lógica confundindo argumento com preferência. Dizer que você prefere X porque acha mais bonito ou mais legal é só sua preferência, não é um argumento para diminuir as alternativas. Chega de &#8220;RSpec é mais bonito e moderno, então Test::Unit sucks!&#8221; e vice-versa (exemplo aleatório, sem flames por favor).</p>
<p>BREAKING NEWS: se você não sabe patavinas sobre design de código orientado a objeto e uma meia dúzia de princípios básicos, escrever testes em RSpec não vai fazer com que você escreva código melhor do que escrevendo com Test::Unit. Aliás, é bem capaz de piorar as coisas, mas isso é conversa pra outro post. <img src='http://blog.lucashungaro.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Em linhas mais práticas, pouco importa para o interessado na informação se ela é processada em PHP ou Ruby, se é formatada em ERB ou HAML ou se está armazenada em MySQL ou PostgreSQL. A ferramenta &#8220;certa&#8221; é a que faz o trabalho. Sempre há muita discussão sobre isso de &#8220;ferramenta certa&#8221; e, a não ser que seja algo obviamente errado como usar o Rails pra fazer uma aplicação desktop com controles nativos, o que sempre acaba entrando em jogo é preferência, gosto, estética e etc. Novamente, isso simplesmente não serve como evidência de que algo é superior ou inferior.</p>
<p>&#8220;Mas <strong>eu</strong> sou mais produtivo com X do que com Y!&#8221;<br />
&#8220;Olha só como <strong>meu</strong> código fica mais limpo com Z do que com N!&#8221;</p>
<p>É, amiguinho. Pra você. Assim como tem muita gente que acredita em divindades criadoras e muita gente que não. Muita gente que acha carros da Porsche bonitos e muita gente que os acha toscos e que os carros da Toyota sim são lindos. Daí a dizer que algum é melhor ou pior é um longo caminho (e, na minha visão, um caminho inexistente).</p>
<p>Pois bem. Por isso creio que, como comunidade, devemos mudar um pouco nosso foco. Tudo bem falar sobre ferramentas, é algo saudável desde que feito com bom senso. Com argumentos, fatos, contexto e harmonia. Não com guerrinhas bobas sobre gosto pessoal e como <del datetime="2011-04-29T10:50:26+00:00">seu pau é maior que o dos outros</del> sua gem preferida é a mais fodolenta do OMNIverso. É bom para conhecermos alternativas e evoluirmos. Se todo mundo se prendesse ao atual e rejeitasse as novidades, ainda estaríamos perfurando cartões. Enfim, é preciso foco em coisas que realmente fazem a diferença na qualidade. Foco em fundamentos e princípios.</p>
<p>Estatísticas do DataLucas mostram que, a cada dois dias, surgem dezenas de posts falando sobre alguma gem que é a coisa mais maravilhosa já inventada desde o <del datetime="2011-04-29T10:50:26+00:00">carro voador</del> Toddynho (e que prova que todo o resto é uma merda!), sobre uma miríade de workflows para o VCS da moda, sobre porque a minha biblioteca é mais foda que a sua, sobre como o Agile morreu e, claro, como ele ainda está vivo e funciona muito bem sim senhor!</p>
<p>Legal, todo mundo tem uma opinião sobre o que prefere e sobre o que não gosta. Muito bom, ótimo, sensacional. Mas e o que é imutável? Aquilo que determina qualidade independente do meio utilizado? Já postei bastante essa frase, mas sempre gosto de relembrar:</p>
<blockquote><p>As to methods there may be a million and then some, but principles are few. The man who grasps principles can successfully select his own methods. The man who tries methods, ignoring principles, is sure to have trouble.</p></blockquote>
<p>— Ralph Waldo Emerson</p>
<p>Ainda não achei frase que se encaixe mais com meu pensamento sobre desenvolvimento de software. Seja no nível gerencial ou técnico, dominar métodos (ferramentas) ignorando princípios com certeza leva à problema. Manjar de todas as cerimônias e artefatos das metodologias ágeis não vai produzir software de qualidade magicamente. Entender seus princípios, mesmo que você não aplique toda a parafernalha cerimonial, com certeza trará efeitos positivos.</p>
<p>Então fica a pergunta: onde estão os posts e talks sobre princípios? Vamos falar sobre coisas como SOLID (não, não é um besteirol acadêmico), acoplamento, coesão, testes que realmente especificam comportamento, trade-offs arquiteturais e outras questões importantes?</p>
<p>Tentarei fazer a minha parte nisso. Ano passado na RubyConf parte da minha apresentação falou sobre princípios (e outra sobre ferramentas <img src='http://blog.lucashungaro.com/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> ) e penso em continuar com essa temática tanto no blog quanto em futuras apresentações. Gostaria muito que a comunidade valorizasse mais esse tipo de discussão (wishful thinking&#8230;). </p>
<p>Já fiz muito dessas guerrinhas, não sou inocente, mas aprendi a valorizar a base, principalmente abrindo a mente (olha a piadinha!)  e dando chances à ferramentas diferentes e, com isso, percebendo que em nossa profissão, felizmente, há vários meios eficientes para atingir os resultados desejados.</p>
<p>And&#8230; here comes the flames? <img src='http://blog.lucashungaro.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><strong>PS</strong>: se você é do contra e vai bater o pézinho dizendo que preferência e estética são evidências qualitativas, pode desistir e vaza. <img src='http://blog.lucashungaro.com/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Leitura recomendada: &#8220;<a href="http://bit.ly/hKN0bQ">A Little Knowledge is a Dangerous Thing</a>&#8220;</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Uma frase para complementar o último post&#8230;</title>
		<link>http://blog.lucashungaro.com/2010/12/15/uma-frase-para-complementar-o-ultimo-post/</link>
		<comments>http://blog.lucashungaro.com/2010/12/15/uma-frase-para-complementar-o-ultimo-post/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 16 Dec 2010 01:28:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Húngaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Linguagens]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[As to methods there may be a million and then some, but principles are few. The man who grasps principles can successfully select his own methods. The man who tries methods, ignoring principles, is sure to have trouble. — Ralph Waldo Emerson Substitua &#8220;método&#8221; por &#8220;linguagem&#8221; e isso resume muito bem o meu pensamento.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>As to methods there may be a million and then some, but principles are few. The man who grasps principles can successfully select his own methods. The man who tries methods, ignoring principles, is sure to have trouble.
</p></blockquote>
<p>— Ralph Waldo Emerson</p>
<p>Substitua &#8220;método&#8221; por &#8220;linguagem&#8221; e isso resume muito bem o meu pensamento.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>O poliglotismo &#8220;cria&#8221; bons desenvolvedores?</title>
		<link>http://blog.lucashungaro.com/2010/12/15/o-poliglotismo-cria-bons-desenvolvedores/</link>
		<comments>http://blog.lucashungaro.com/2010/12/15/o-poliglotismo-cria-bons-desenvolvedores/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 15 Dec 2010 14:53:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Húngaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Linguagens]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[Não. Vejo algumas concepções falaciosas em nossa comunidade que há muito já foram superadas em outras profissões. Uma delas é que dominar mais ferramentas torna o profissional melhor. Será mesmo? Estudamos tanto lógica para aprender a programar e nos esquecemos de uma armadilha lógica básica: confundir causa e efeito com correlação. Ou, pior, caímos na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Não</strong>.</p>
<p>Vejo algumas concepções falaciosas em nossa comunidade que há muito já foram superadas em outras profissões. Uma delas é que <strong>dominar mais ferramentas torna o profissional melhor</strong>. Será mesmo?</p>
<p>Estudamos tanto lógica para aprender a programar e nos esquecemos de uma armadilha lógica básica: confundir <strong>causa e efeito</strong> com <strong>correlação</strong>. Ou, pior, caímos na falácia do <a href="http://str.com.br/Scientia/falacias2.htm#wrong">Efeito pela Causa</a> e acabamos invertendo as coisas. O fato é que quanto melhor o profissional, mais ferramentas ele vai querer explorar.</p>
<p>Explico: um bom desenvolvedor vai querer aprender mais linguagens para aumentar seu repertório de soluções. Um péssimo desenvolvedor pode aprender 20247232 linguagens e o máximo que conseguirá é ser um péssimo desenvolvedor em 20247232 linguagens. Causas: dedicação e proficiência. Efeito (um deles): desejo de expandir o conhecimento. E, assim, temos um ciclo virtuoso. </p>
<p>Não me entenda mal: eu acredito que conhecer várias linguagens é algo muito positivo. Mas também vejo acontecer um tipo de &#8220;pressão social&#8221; por isso, como se não pudessem haver preferências e predileções. É o mesmo tipo de pressão social que rola se você falar que não gosta de &#8220;The Beatles&#8221;. As pessoas vão te olhar feio, pode ter certeza (os caras foram &#8211; ou ainda são &#8211; muito fodas e mudaram muita coisa, só não fazem o meu estilo, então por favor não arranquem meu couro &#8211; e olha eu com medo da pressão). <img src='http://blog.lucashungaro.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Em geral, quando eu digo que acho legal conhecer e brincar com várias linguagens mas que prefiro, de longe, desenvolver com Ruby, muita gente já &#8220;olha torto&#8221;. Veja bem, eu não quero dizer que vou escolher Ruby pra tudo for desenvolver &#8211; isso é ser cego. O que eu quero dizer é: se eu estiver num &#8220;empate técnico&#8221; durante a escolha de linguagem, vou preferir Ruby sempre (hoje, pois o futuro não se sabe, não é?). Além disso, quase sempre que eu for programar algo por diversão, vai ser nessa linguagem.</p>
<p>Acredito que há ótimos desenvolvedores monoglotas (que logo sentem a necessidade de expandir seu vocabulário) e péssimos desenvolvedores poliglotas. E vice-versa. Não é um requisito, é uma opção. Como diz aquela famosa frase: &#8220;Você pode escrever Fortran em qualquer linguagem&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Back-end caching com Ruby, parte 1 &#8211; Introdução</title>
		<link>http://blog.lucashungaro.com/2010/11/30/back-end-caching-com-ruby-parte-1-introducao/</link>
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		<pubDate>Tue, 30 Nov 2010 17:33:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Húngaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Ruby]]></category>
		<category><![CDATA[Tutoriais]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de pesquisar muito código e dar duas palestras em que falei um pouco sobre o tema, posso afirmar com convicção que caching é um dos aspectos mais negligenciados pelos desenvolvedores em nossa comunidade &#8211; não por preguiça ou algo do tipo, mas por falta de prática e exposição ao assunto. Resolvi contribuir para que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de pesquisar muito código e dar duas palestras em que falei um pouco sobre o tema, posso afirmar com convicção que caching é um dos aspectos mais negligenciados pelos desenvolvedores em nossa comunidade &#8211; não por preguiça ou algo do tipo, mas por falta de prática e exposição ao assunto.</p>
<p>Resolvi contribuir para que o assunto seja mais discutido escrevendo alguns posts. Como a parte de cache em front-end já é mais difundida, vou focar no back-end.</p>
<p>Para começar, precisamos clarificar essa distinção importante: front-end cache e back-end cache. O primeiro tipo é o mais comum de encontrar em tutoriais e posts em blogs. Trata-se do cache de camadas relacionadas à interface da aplicação. No Rails, por exemplo, engloba: page, action e fragment cache. Já o segundo tipo, em geral, envolve fazer cache de resultados de operações pesadas (como queries complexas a banco de dados) utlizando algum storage como memcached. É desse tipo que vamos falar.</p>
<p>Sabemos que, quanto mais cedo no ciclo do request for feito o cache, mais eficiente ele é. Daí o cache no front-end ser o que traz mais retorno. No entanto, há momentos em que não é possível utilizar cache no front-end. Além disso, há situações em que outros tipos de cache são necessários, por exemplo quando utilizamos um back-end comum para a aplicação web e API (com clientes mobile e desktop, por exemplo) e queremos ter o benefício de desempenho do cache nessa parte também.</p>
<p>De modo geral, o que precisamos para o caching no back-end é um storage e um cliente para ele. Um dos storages mais comuns (em diversas plataformas) é o <a href="http://memcached.org/">memcached</a> &#8211; tão comum e consistente que vários frameworks o suportam <em>out of the box</em>, como é o caso do Rails.</p>
<p>Vamos a um simples exemplo utilizando a gem <a href="https://github.com/fauna/memcached">memcached</a> para o caching de um cálculo feito em cima do resultado de uma hipotética query a um banco de dados.</p>
<p>Primeiro, vamos iniciar um servidor do memcached localmente:</p>
<pre>
$ memcached -vv -l 127.0.0.1 -p 11211
</pre>
<p>Isso vai iniciar o servidor localmente na porta 11211 em modo <em>very verbose</em> para que possamos acompanhar o que está acontecendo.</p>
<p>Agora, vamos ao código:</p>

<div class="wp_syntax"><div class="code"><pre class="ruby" style="font-family:monospace;"><span style="color:#CC0066; font-weight:bold;">require</span> <span style="color:#996600;">&quot;mysql&quot;</span>
<span style="color:#CC0066; font-weight:bold;">require</span> <span style="color:#996600;">&quot;memcached&quot;</span>
&nbsp;
connection = Mysql.<span style="color:#9900CC;">real_connect</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span><span style="color:#996600;">&quot;127.0.0.1&quot;</span>, <span style="color:#996600;">&quot;root&quot;</span>, <span style="color:#996600;">&quot;pass&quot;</span>, <span style="color:#996600;">&quot;my_database&quot;</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span>
&nbsp;
results = connection.<span style="color:#9900CC;">query</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span><span style="color:#996600;">&quot;select * from amazingly_big_table where non_indexed_column = 'some_value'&quot;</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span>
&nbsp;
some_calc = <span style="color:#006666;">0</span>
&nbsp;
<span style="color:#008000; font-style:italic;"># no inject on Mysql::Result :(</span>
results.<span style="color:#9900CC;">each</span> <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">do</span> <span style="color:#006600; font-weight:bold;">|</span>row<span style="color:#006600; font-weight:bold;">|</span>
   <span style="color:#008000; font-style:italic;"># do some processing using some_calc</span>
<span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span>
&nbsp;
<span style="color:#CC0066; font-weight:bold;">puts</span> some_calc</pre></div></div>

<p>Toda vez que esse código for executado, a query irá ser feita no banco de dados e o resultado será calculado novamente. Nesse exemplo, vamos adicionar cache para evitar que isso ocorra tantas vezes:</p>

<div class="wp_syntax"><div class="code"><pre class="ruby" style="font-family:monospace;"><span style="color:#CC0066; font-weight:bold;">require</span> <span style="color:#996600;">&quot;mysql&quot;</span>
<span style="color:#CC0066; font-weight:bold;">require</span> <span style="color:#996600;">&quot;memcached&quot;</span>
&nbsp;
connection = Mysql.<span style="color:#9900CC;">real_connect</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span><span style="color:#996600;">&quot;127.0.0.1&quot;</span>, <span style="color:#996600;">&quot;root&quot;</span>, <span style="color:#996600;">&quot;pass&quot;</span>, <span style="color:#996600;">&quot;my_database&quot;</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span>
cache = Memcached.<span style="color:#9900CC;">new</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span><span style="color:#996600;">&quot;localhost:11211&quot;</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span>
&nbsp;
some_calc = cache.<span style="color:#9900CC;">get</span> <span style="color:#996600;">&quot;some_calc&quot;</span> <span style="color:#008000; font-style:italic;">#busca o valor no cache</span>
&nbsp;
<span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">unless</span> some_calc <span style="color:#008000; font-style:italic;">#caso não esteja em cache</span>
  results = connection.<span style="color:#9900CC;">query</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#40;</span><span style="color:#996600;">&quot;select * from amazingly_big_table where non_indexed_column = 'some_value'&quot;</span><span style="color:#006600; font-weight:bold;">&#41;</span>
  some_calc = <span style="color:#006666;">0</span>
&nbsp;
  <span style="color:#008000; font-style:italic;"># no inject on Mysql::Result :(</span>
  results.<span style="color:#9900CC;">each</span> <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">do</span> <span style="color:#006600; font-weight:bold;">|</span>row<span style="color:#006600; font-weight:bold;">|</span>
    <span style="color:#008000; font-style:italic;"># do some processing using some_calc</span>
  <span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span>
&nbsp;
  cache.<span style="color:#9900CC;">set</span> <span style="color:#996600;">&quot;some_calc&quot;</span>, some_calc, <span style="color:#006666;">3600</span> <span style="color:#008000; font-style:italic;"># coloca o valor no cache por 3600 segundos</span>
<span style="color:#9966CC; font-weight:bold;">end</span>
&nbsp;
<span style="color:#CC0066; font-weight:bold;">puts</span> some_calc</pre></div></div>

<p>As linhas importantes aqui são as que manipulam o cache. No caso do memcached (e na grande maioria dos outros storages para cache) utilizamos o esquema de chave-valor. Armazenamos um valor em uma determinada chave, que deve ser conhecida para que possamos recuperar os dados. O memcached também suporta um <em>time to live</em>, que é um tempo em que o dado deve ser mantido no cache. Após esse tempo, ele é considerado expirado e não será encontrado quando tentarmos um <em>get</em>.</p>
<p>Dessa forma, nosso resultado permanecerá em cache por 3600 segundos. Durante esse tempo, toda vez que o código for executado, o valor será trazido do memcached e mostrado ao final, sem execução da query e do cálculo novamente.</p>
<p>No terminal podemos ver a saída do memcached, mostrando quando armazenamos e buscamos o valor:</p>
<p><a href="http://blog.lucashungaro.com/wp-content/uploads/2010/11/memcached.png"><img src="http://blog.lucashungaro.com/wp-content/uploads/2010/11/memcached.png" alt="memcached" title="memcached" width="276" height="108" class="aligncenter size-full wp-image-382" /></a></p>
<p>Bom, para começar é só isso. Bem simples e não lá muito útil, mas precisamos começar do mais básico, certo? <img src='http://blog.lucashungaro.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>No próximo artigo vou mostrar alguns exemplos mais práticos, utilizando frameworks como Rails e Sinatra. Após isso vamos explorar áreas como: expiração de dados e coleções interdependentes, <em>dog pile effect</em> e outras coisas interessantes.</p>
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